Pesquise no site

Mostrando postagens com marcador motores elétricos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador motores elétricos. Mostrar todas as postagens

O que são Motores Dahlander

|


O que são Motores Dahlander?  

     É um motor trifásico que permite a variação de velocidade através da comutação de pólos. A ligação Dahlander permite uma relação de pólos de 1:2 o que corresponde a mesma relação de velocidade. Quando a quantidade de pólos é maior a velocidade é mais baixa, quando é menor a velocidade é mais alta. Isso decorre da Formula : n = 120 x f x (1-s) / p, quando a freqüência é 60 Hz, onde n = velocidade , p o número de pólos, s = escorregamento e f a freqüência
     O motor trifásico de indução Tipo Dahlander é o motor cuja arquitetura interna das bobinas possibilita obter em um mesmo motor duas velocidades, sendo uma o dobro da outra.

     Como o motor Dahlander trabalha disponibilizando as bobinas de forma a atuarem em ligações de pólos conseqüentes e pólos ativos, com isso podemos fazer com que dois grupos de bobinas, se obtenham quatro pólos; com quatro grupos de bobinas, se obtenham quatro ou oito pólos, e com seis bobinas, seis ou doze pólos, conforme ilustração abaixo:


     Existem três tipos de arranjos de ligação, que fornecem três situações:

     Conjugado constante, Potência constante e Conjugado variável.

     A escolha depende do tipo de carga que será acionada. Por exemplo: nas bombas centrífugas e ventiladores, o conjugado aumenta quadraticamente com a velocidade, portanto é variável.
     Na modalidade conjugado constante, o conjugado nas duas rotações é constante e a relação de potência é de 0,63:1. Exemplo: Motor 0,63/1CV, IV / II pólos D / YY.
     Na modalidade Potência constante, a relação de conjugado é de 1:2 e a potência permanece constante. Exemplo: Motor 10 / 10 CV, IV / II pólos, YY / D.
     Na Modalidade Conjugado Variável a relação de potencia é de 1:4. Exemplo: Motor 1 / 4 CV, IV/II pólos, Y / YY.

 Acionamento do motor dahlander:

     É feito um acionamento através de uma partida semelhante a estrela triângulo sem temporização, embora à primeira vista o comando se assemelhe ao da partida, é importante salientar que para menor velocidade utiliza-se apenas um contator o qual alimentará os terminais 1U, 1V e 1W, ligando apenas o contator K1. Quando se quer a maior velocidade alimenta os terminais 2U, 2V e 2W e curto-circuita os terminais 1U, 1V e 1W através dos contatores K3 e K2.

Sequência operacional:

     Partida do motor em baixa rotação: Pulsando-se a botoeira conjugada b1, energiza-se a bobina do contator c1, que se mantém por seu contato de selo c1, e abre outro contato NF de c1.
     Partida do motor em alta rotação: Pulsando-se a botoeira conjugada b2, desenergiza-se a bobina do contator c1 primeiramente, através do contato NF de b2. Simultaneamente, o contato NA de b1 é fechado, e o contator c2 fica energizado, e se mantém ligado por seu contato de selo.
     Este também, energiza a bobina do contator c3, através de seu contato auxiliar NA. O motor parte em alta rotação.
     Interrupção: Pulsando o botão b0, desliga-se todo o circuito de comando e por sua vez desliga o motor trifásico.


Aplicação:

     Os motores Dahlander têm sido usado em máquinas e equipamentos diversos, onde à necessidade de mais de uma velocidade, e é aplicado em pontes rolantes, esteiras, máquinas-ferramenta com tornos, retificas entre outros. O motor Dahlander por sua facilidade de controle vêm sempre mantendo seu espaço na industria, mesmo com toda tecnologia desenvolvida no controle de velocidade de motores AC (Inversores).




Leia Mais…

Como corrigir o fator de potência

|


     A maioria das cargas consome energia reativa indutiva, como motores, transformadores, lâmpadas de descarga. As cargas indutivas necessitam de um campo magnético para seu funcionamento, por isso requerem dois tipos de potência: Potência Ativa: Potência que efetivamente realiza trabalho, gerando calor, luz e movimento, etc. Medida em (KW). Potência Reativa: Potência usada apenas para criar e manter os campos eletromagnéticos das cargas indutivas. Medida em (kVAr).


     A definição do fator de potência  é dada pela relação das três potências abaixo, representada por um triângulo retângulo, onde o fator de potência é o cos.


  Causas de baixo fator de potência:


•    Motores e transformadores operando em vazio ou com pequenas cargas.
•    Motores e transformadores superdimensionados.
•    Grande quantidade de motores de pequena potência.
•    Máquinas de Soldas
•    Lâmpadas de descarga fluorescentes, vapor de mercúrio e vapor de sódio sem reatores de alto fator de potência.
•    Níveis de tensão acima do valor nominal, provocando aumento no consumo de energia reativa.

  Conseqüências de um baixo fator de potência:


      Perdas na Instalação: Ocorrem em forma de calor e são proporcionais ao  quadrado da corrente total, como esta aumenta com o excesso de energia reativa, provocando assim o aumento do aquecimento de condutores e equipamentos.

      Quedas de Tensão: podendo ocasionar interrupções no fornecimento, diminuição na intensidade luminosa das lâmpadas e aumento da corrente dos motores.

      - Resumo Principais conseqüências do baixo fator de potência.

• Acréscimo na conta de energia por estar operando com baixo fator de potência.
• Limitação da capacidade dos transformadores de alimentação.
• Quedas e flutuações de tensão nos circuitos de distribuição.
• Sobrecarga nos equipamentos de manobra, limitando sua vida útil.
• Aumento das perdas elétricas na linha de distribuição pelo efeito Joule.
• Necessidade do aumento da capacidade dos condutores.
• Necessidade do aumento da capacidade dos  equipamentos de manobra e proteção.

  Maneira de Corrigir o baixo fator de potência

    Antes de realizar qualquer investimento para Correção de Fator de Potência é necessário a identificação da causa de sua origem. A forma econômica e racional de se obter a energia reativa necessária para a operação adequada dos equipamentos a instalação de capacitores. Porém, devem ser precedidas de medidas que levem à diminuição da necessidade de energia reativa, tais como: desligamento de motores e outras cargas indutivas ociosas ou superdimensionadas.
     Os capacitores devem ser total ou parcialmente desligados, de acordo com o uso dos motores e transformadores, para não haver excessos de energia reativa capacitiva causando efeitos adversos ao sistema energético da concessionária.

  Tipos de Correção do fator de potência em baixa tensão


  - Correção na entrada de energia de alta tensão:
Corrige o fator de potência visto pela concessionária, permanecendo internamente os inconvenientes do baixo fator de potência.
  - Correção na entrada de energia de baixa tensão:
Utiliza-se este tipo de correção em instalações elétricas com elevado número de cargas com potências diferentes e regimes de utilização pouco uniformes, normalmente com bancos automáticos de capacitores. 

Leia Mais…

Diagrama de motores elétricos bobinado

|

     Os desenhos de esquemas são formas de representação de um diagrama elétrico. No caso de um diagrama de motores, são formas de desenhos esquemáticos nos quais se representam bobinados de estatores e suas ligações internas de modo a demonstrar os detalhes essenciais de cada circuito.
     Os desenhos de esquemas de bobinados  podem ser:
          -Planificados
          -Frontal ou circulares
          -Simplificados


Desenho de esquema planificado

     Os esquemas planificados representam um estator como se estivesse cortado e estirado sobre um plano, com todos os grupos de bobinas e conoxões.
     Na figura abaixo está mostrado um esquema planificado de bobinas de um motor.



     Os esquemas frontais são constituídos a partir da frente do bobinado e apresentam todas as ranhuras das bobinas. O esquema indica através de traços, a posição relativa das bobinas e suas interligações no conjunto que forma a estrutura elétrica do motorDeve-se fazer o desenho de esquema com linhas ou traços diferentes, como linhas largas e estreitas, pontilhadas, tracejadas, etc. Pode-se também representar os traçosem diversas cores partes como:
     -Bobinados pertencentes a diferentes fases, caso do motor trifásico;
     -Bobinados com diferentes funções, caso dos motores monofásicos com bobina de arranque e de trabalho.
     Na figura abaixo está mostrando um esquema cicular ou frontal.


Desenho de esquema simplificado

     O esquema simplificado representa todo um grupo de bobinas por apenas uma bobina ou meia bobina. Esse esquema mostra as conexões para formar as polaridades.
     A figura a seguir mostra um esquema simplificado de bobinado de um motor mostrando a formação de polaridade.


Leia Mais…

Aplicações práticas da força magnética

|

     O motor elétrico, o galvanômetro de bobina móvel, o relé, o disjuntor, o alto- -falante e a gravação magnética são alguns exemplos de aplicações da força magnética.

     Motor elétrico

     Trata-se de um dispositivo que transforma energia elétrica em energia mecânica (movimento de rotação). É composto basicamente de um conjunto de espiras (rotor) imerso em um campo magnético uniforme (estator).
     Ao fornecer corrente elétrica às espiras (representadas na figura 1 por uma única espira), surge um binário de forças magnéticas que provocam um movimento giratório.


Figura 1

     Uma volta completa de uma espira está descrita na figura 2, a partir da posição A até a E.

Figura 2 Princípio de funcionamento de um
motor de corrente contínua (CC).
     Como podemos notar, o sentido da força magnética, que é possível determinar pela regra da mão esquerda, faz com que a espira gire. Se o sentido da corrente é invertido, invertem-se o sentido da força e, por conseguinte, o de rotação.
     Observando as posições A e C, verificamos que a corrente, apesar de contínua, inverte de sentido na espira (na posição A ela entra pelo lado escuro e sai pelo lado claro, enquanto na C ocorre o contrário). Isso acontece porque o binário de forças deve ser sempre mantido no mesmo sentido, para que a espira possa completar sua volta.
     Para isso, os fios que conduzem a corrente são ligados à espira em um dispositivo que permite essa inversão de sentido de corrente, o comutador, utilizado em um motor CC.

     O comutador é um anel com um corte, em contato com dispositivos fixos no eixo, denominados escovas, por onde a corrente será fornecida. A cada meia volta, os lados da espira (claro e escuro) sempre estarão em contato com escovas diferentes, invertendo então a corrente elétrica na espira. No caso de um motor de corrente alternada (CA), o comutador não é necessário, pois os anéis são separados.
 

Leia Mais…

Ligação de um motor com doze pontas

|

     Em alguns casos específicos usam-se motores trifásico com doze pontas onde à necessidade de várias tensões  220V/ 380V/440V , seja indispensável. O motor de dose pontas nos da a possibilidade de liga-lo em quatro diferentes tensões. Veja como deve ser o fechamento em 220V:
      Observe que os terminais 1-6-7-12 são interligados e conectados a fase R. Os terminais 3-5-9-11 são interligados e conectados a fase S. Os terminais 2-4-8-10 são interligados e conectados a fase T.

     Agora observe o fechamento em 380V, os terminais 4-5-6 e também 10-11-12 estão interligados, os terminais 1-7 conecta-se a fase R, nos terminais 2-8 conecta-se a fase S e nos terminais 3-9 conecta-se a fase T.
     Agora observe o fechamento em 440V, os terminais 4-7, 5-8 e 6-9 são interligados, os terminais 2-10 conecta-se a fase R, nos terminais 3-11 conecta-se a fase S e nos terminais 1-12 conecta-se a fase T.

     Em alguns casos usa-se uma ligação em 760V, para partida de motores, onde 4-7, 5-8, 6-9, 10-11-12 são interligados, e 1 recebe a fase R, 2 recebe a fase S, e 3 recebe a fase T.

Leia Mais…

Capacitor de arranque

|

      É um dispositivo elétrico utilizado para criar uma fase com características diferentes da fase que está alimentando o enrolamento de serviço. Estabelece-se, assim, um campo giratório que torna mais potente o arranque dos motores monofásicos. 
     O capacitor de arranque é cilindrico e possui dois bornes para a sua conexão. Há, também, duas lâminas de alumínio isoladas entre si por uma ou mais camadas de papel. Das lâminas de alumínio, saem para o exterior dois fios que são ligados aos bornes.
     As lâminas de alumínio e o papel isolante são enrolados em espiral e ficam dentro de um recipiente de metal ou baquelite.
     Os capacitores de arranque são fabricados  com diversos valores de capacitância. Isto para poderem ser usados em circuitos de CA com tensões de 110V e de 220V.
     Quando o motor alcança seu funcionamento em velocidade nominal, o capacitor pode ser desligado, pois o motor em marcha não necessita de campo giratório auxiliar.
     O desligamento é feito pelo interruptor centrífogo. Se o capacitor estiver com defeito, deve ser substituído por outro de características iguais ao original para se manterem as condições de arranque do motor. Quando não for possível encontrar um capacitor com a capacitância equivalente tenha valor correspondente.
     As precauções que devem ser observadas são as seguintes:

          - Antes de começar a trabalhar com o capacitor, certifique-se de que o motor está desligado da linha.
          - Descarregue sempre o capacitor, colocando uma ponte metálica entre seus bornes.

     Para verificarem as condições elétricas de um capacitor, são feitos os seguintes testes práticos:
     
     Teste de curto circuito, que consiste em descarregar o capacitor ligando-se os bornes com um pedaço de fio com isolação.
     Em seguida, liga-se o capacitor a uma fonte de CA, intercalando série no circuito um fusível de 5A para tensão 220V e de 10A, para tensão de 110V.

     Se o fusível fundir-se, o capacitor está em curto. Em seguida, descarrega-se novamente o capacitor.
     Se houver uma forte centelha, o capacitor está bom. 

     Teste de contato à massa, que consiste em ligar uma das pontas de um lâmpada de prova a um dos bornes e encostar a outra ponta na capa do capacitor.

     Se a lâmpada acender, o capacitor está defeituoso. 

Leia Mais…

Rolamentos de motores elétricos

|

      Os rolamentos são muito ultilizado em motores elétricos, e a conservação é de grande importacia para a sua vida últil.

     Os rolamentos são lubrificados, geralmente com graxa. A graxa requer cuidados especiais de vedação. A lubrificação deve ser renovada uma ou duas vezes por ano. Se o motor trabalha em serviço contínuo, essa renovação deve ser feita com maior frequência.
     Dependendo das condições que o motor vier a operar, empregam-se diferentes qualidades de graxas.   Esses tipos de graxas vêm especificados na própria máquina.
     A limpeza e a revisão dos rolamentos devem ser feitas periodicamente. Geralmente nas revisões podem ser feitas em intervalos de tempo maiores que um ano. Neste caso é conveniente controlar os rolamentos durante o serviço. Este controle é feito observando-se a cor e o estado do lubrificante e também auscutando a marcha do motor com uma chave de fenda, ou atrvés do instrumento próprio.
     Os rolamentos devem ser limpos com benzina ou produtos apropriados como desengraxante para rolamentos. Após a limpeza, eles devem serlubrificados com graxa ou óleo para evitar que se oxidem.

     Observações:

     As graxas fabricadas com materias-primas de baixa qualidade não são apropriadas para lubrificação dos rolamentos.
     Deve-se tomar cuidado, ao se realizar a auscultação, para não escapar a chave de fenda.
     Se o teste for realizado com instrumento, deve-se seguir as orientações do fabricante do mesmo.

     Os rolamentos podem ser fixado de três maneiras diferentes:
     
     Há caso que o rolamento  entra na tampa do motor sob pressão e não possui proteção no local onde está instalado. Isto obriga o rolamento a ter uma capa protetora colocada na parte interna do motor, ou seja, ser do tipo Z.
     O rolamento pode também ser colocado em uma caixa protetora, a qual é fixada à tampa do motor por meio de parafusos. Neste caso, o rolamento fica protegido de impurezas, podendo ser do tipo sem capa protetora. Este tipo defixação é utilizado em motores blindados porque o rolamento fica fechado.
     Há, ainda, o caso em que o rolamento entra na tampa do motor sob pressão e, na parte anterior, recebe um flange protetor. Após o motor ser fechado, o flange é parafusado na tampa e, desta maneira, protege o rolamento. No flange há também um encosto que força o rolamento contra a tampa.

      

Leia Mais…

Corrente alternada

|

     A corrente alternada se caracteriza pelo fato de que a tensão, em vez de permanecer fixa, como entre pólos de uma bateria , varia com o tempo, mudando de sentido alternadamente, donde o seu nome.
     No sistema monofásico uma tensão alternada é gerada e aplicada entre dois fios, aos quais se liga a carga, que absorve uma corrente. Se representarmos num gráfico, nota -se que as ondas de tensão e de corrente não estão "em fase", isto é, não passam pelo valor zero ao mesmo tempo embora tenham a mesma frequência, isto acontece para muitos tipos de carga, por exemplo enrolamento de motores (cargas reativas).

Leia Mais…

Ligação de um motor com 6 pontas

|


      Na maioria dos casos os motores possuem 6 pontas de cabos em sua caixa de ligação . O fechamento em triângulo proporciona o fechamento na menor tensão suportada, por exemplo: um motor que suporte 380V e 220V o fechamento em triângulo será para a tensão de 220V. 
      Será possível entender na ilustração abaixo como realizar o fechamento em triângulo do motor elétrico trifásico, observe que os terminais 1-6, 2-4  e 3-5 são interligados entre sí e estas pontas são interligadas com a rede de alimentação trifásica.


       
      Bom, como vimos, a maioria dos motores apresentam pontas 6 e para podermos ligá-lo ao maior nível de tensão disponível devemos fecha-lo em estrela.
    Este fechamento é basicamente o mais simples de ser desenvolvido, observe que o fechamento se dá com a a realização do curto circuito dos terminais 4-5-6 e realiza-se a alimentação trifásica utilizando os terminais 1, 2 e 3. Veja a seguir uma ilustração deste fechamento.


     Alguns motores são fabricados com tensão apropriada de acordo com a nessecidade da rede, como caso de uma rede trifásica em 440V e que á necessidade de um acionamento em estrela triângulo, onde a maior tensão seria 760 V, a maior tensão seria o fechamento em estrela e 440 V no fechamento em triângulo.
      

Leia Mais…

Manutenção elétrica

|

     Olá, seja bem vindo. O objetivo de nosso site é dispor todo conhecimento possível em manutenção elétrica, eletrônica e informática, destacando -se os tópicos básicos em manutenção  elétrica industrial, abaixo segue um conteúdo do curso de " Manutenção Elétrica Industrial " oferecido pelo departamento de engenharia elétrica UFRN


Leia Mais…

Conversor eletromecânico

|

     Um conversor eletromecânico é um dispositivo capaz de converter energia elétrica em energia mecânica, ou seja, de produzir movimento à partir de correntes elétricas; quase sempre fazendo-o de forma a utilizar diretamente os efeitos associados ao magnetismo. A exemplo os motores certamente são conversores eletromecânicos, encontrando-se o princípio de funcionamento desses já discutido nesse artigo. Há, além dos motores elétricos, outros conversores eletromecânicos mais simples, contudo também muito difundidos. Os tradicionais relés, e os alto-falantes, são exemplos típicos pertinentes ao caso. 
     Em um relé um eletroímã gera um campo magnético de forma a atrair um elemento móvel - constituído de material ferromagnético - situado em suas proximidades, provocando assim o movimento do sistema mecânico a ele acoplado. Ao cessar a corrente no eletroímã, molas geralmente cuidam de fazer o sistema mecânico retornar a posição inicial de forma que o processo possa se repetir. Nos relés propriamente ditos o circuito mecânico aciona ou desliga um ou mais interruptores elétricos, permitindo assim o controle de correntes elétricas elevadas por uma corrente elétrica de valor bem menor, a corrente da bobina do relé.
Um mecanismo muito similar aos dos relés é encontrado nas trancas automáticas quer de portas residenciais quer em automóveis, encontrando-se a diferença essencialmente no dispositivo conectado ao conversor eletromecânico. No caso da tranca o mecanismo móvel aciona a trava da porta e não o contato elétrico característico do relé. Há casos em que ele aciona os dois, havendo também um interruptor conectado ao mecanismo a fim de indicar a posição atual da trava.
     Nos alto-falantes há a inversão de papeis, permanecendo agora o material magnético, no caso um ímã permanente, em repouso, enquanto a bobina é fixada ao dispositivo móvel, no caso um diafragma de papel ou similar. O movimento do diafragma tem por fim comprimir ou rarefazer o ar à sua volta, sendo o alto-falante estruturado de forma a produzir som audível segundo os padrões determinados pela corrente elétrica que se faça circular pela bobina móvel. Em uma explicação simplificada, se a corrente é feita circular em um sentido, o eletroímã formado pela bobina terá polos alinhados com os polos do ímã permanente, o que leva a uma atração entre a bobina e o ímã. A bobina e o diafragma movem-se para dentro, sugando assim o ar à frente do alto-falante. Fazendo-se a corrente circular em sentido contrário os polos do eletroímã se invertem, e se no primeiro caso houve atração, agora verifica-se uma repulsão entre a bobina e o ímã. Tanto a bobina como o diafragma movem-se para fora, pressionando o ar à frente do alto-falante.

Leia Mais…

Magnetismo

|

     Em Física e demais ciências naturais, magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos naturais relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais. Há de se ressaltar que a simples observação de atração ou repulsão entre dois objetos não é suficiente para caracterizar a interação entre os dois como de origem magnética, geralmente confundindo-se com certa facilidade, aos olhos leigos, os fenômenos magnéticos e elétricos. Tais fenômenos elétricos e magnéticos, apesar de hoje saber-se estarem profundamente correlacionados, têm em princípio de naturezas certamente diferentes.
     O magnetismo pode orientar os corpos em direções definidas, geralmente não ocorrendo o mesmo nos fenômenos elétricos. Em outras palavras, em virtude de sua orientação, um mesmo corpo magnético pode ou ser atraído ou ser repelido por outro. No caso elétrico ou os dois geralmente ou se atraem ou se repelem - de forma independente da orientação espacial destes.
      Nestes termos é fácil agora caracterizar a atração entre o pente de cabelos após uso e pequenos pedaços de papel, ou mesmo entre a folha de papel e a capa de plástico de uma encadernação, como fenômenos elétricos, e a atração entre uma chave de fenda e um parafuso, ou entre o adesivo de propaganda e a geladeira, como magnéticos.
      O exemplo mais difundido de fenômeno magnético certamente associa-se o funcionamento da bússola, uma agulha magnética de livre movimento orientada pelo campo magnético terrestre.

Leia Mais…

Regra da mão direita

|

Regra da mão direita

     Como exemplo de aplicação esta regra permite-nos facilmente obter o sentido da força magnética F resultante em um fio condutor de corrente elétrica I imerso em uma região onde há um campo magnético B: posicionando-se a mão direita de forma que o polegar desta aponte o longo do condutor o sentido da corrente elétrica convencional que nele circula e de forma que os demais dedos apontem no sentido do campo magnético, a mão estará posicionada de forma que o movimento associado a um "tapa" dado com a mesma fornece a direção e o sentido da força magnética que atua no condutor. Conforme apresentado este recurso mnemônico é geralmente conhecido por regra do tapa. Há também uma vesão da mesma regra envolvendo-se apenas o dedão, o polegar e o indicador da mão direita (vide figura), contudo o resultado final em termos de orientação é o mesmo. Orientando-se o polegar no sentido da corrente (I) e o indicador no sentido do campo magnético (B) a orientação sugerida pelo dedão quando posto de forma perpendicular aos anteriores será o sentido do vetor força (F) resultante. Posicionando-se o dedão da mão direito ao longo de um condutor de forma a orientá-lo com a corrente convencional que circula pelo mesmo também permite a obtenção do sentido de "giro" do campo magnético oriundo desta corrente, bastando para tal acompanhar a orientação dos dedos quando estas "abraçam".

  

 fontes: wikipedia . 

Leia Mais…

Chave de partida estrela triângulo

|

Estrela triângulo (automática)

      É fundamental para a partida que o motor tenha a possibilidade de ligação em dupla tensão, ou seja, em 220/380, em 380/660, ou 440/760. Os motores deverão ter no mínimo seis bornes de ligação. A partida estrela triângulo poderá ser usada quando a curva de conjugado do motor é suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida.
     Na ligação estrela, a corrente fica reduzida para 25 a 33% da corrente de partida na ligação triângulo. O conjugado resistente da carga não poderá ultrapassar o conjugado de partida do motor, nem a corrente no instante da mudança para triângulo poderá ser de valor inaceitável. Existem casos onde esse sistema de partida pode não ser usado.

     Vantagens:
         - Custo reduzido
         - Não tem limite quanto ao seu numero de manobras.
         - Os componentes ocupam pouco espaço.
         - A corrente fica reduzida para aproximadamente 1/3. 

      Desvantagens:
         - A chave só pode ser aplicada a motores cujos sei cabos de saida seja acessível.
         - A tensão da rede deve coincidir com a tensão em triângulo do motor.  

Leia Mais…

Dispositivos de proteção DDR

|

     DDR Disjuntor de Proteção Diferencial, esse dispositivo tem por finalidade desligar da rede de fornecimento de energia elétrica, o equipamento ou a instalação que ele protege, na ocorrência de uma corrente de fuga que exceda determinado valor, sua situação deve ser rápida, menor que 0,2 segundos e deve desligar da rede de fornecimento de energia o equipamento ou instalação elétrica que protege.  
     É necessário que tanto o dispositivo quanto o equipamento ou instalação elétrica estejam ligados a um sistema de terra. O dispositivo é constituído por um transformador de corrente, um disparador e um mecanismo liga/desliga. Todos os condutores necessários para levar a corrente ao equipamento, inclusive o condutor terra, passam pelo transformador de corrente. Este transformador de corrente que detecta o aparecimento da corrente de fuga. Em uma instalação sem defeitos, a somatória das correntes no primário do transformador de corrente é nula.
     Em caso de uma fuga de corrente à terra, a somatória das correntes no primário do transformador de corrente passa a ser diferente de zero, induzindo desta forma, uma tensão no secundário que está alimentando o disparador e que, num tempo inferior a 0,2 segundos acionará o interruptor.
     Os dispositivos fabricados normalmente tem capacidade de interromper o fornecimento de energia elétrica a equipamentos ou circuitos elétricos que operem com correntes até 160A. A sensibilidade exigida do dispositivo, para detectar correntes de fuga, dependerá das caracteristicas do circuito em que será instalado. 

Assista o vídeo de como funciona um disjuntor DDR.

 

Leia Mais…

Motores alimentados por inversores de frequência

|

     O uso de motores elétricos de indução alimentados por inversores de frequência para acionamentos de velocidade variável tem crescido muito nos últimos anos em virtude das vantagens inerentes proporcinadas por esta aplicação, tais como a facilidade de controle, a economia de energia e a redução do preço dos inversores, liderada pelo desenvolvimento de componentes eletrônicos cada vez mais baratos. Tais acionamentos são aplicados principalmente em bombas, ventiladores, centrífogas e bobinadeiras.
     As características construtivas de um motor de indução alimentado por  uma rede senoidal são determinadas em função das características desta rede, das características de aplicação e das características do meio ambiente. No entanto quando alimentado por inversor de frequência, também as características  próprias do inversor exercem significativa influência sobre o comportamento do motor, determinando-lhe novas características contrutivas ou de operação.
     Outra influência sobre as características contrutivas do motor alimentado por inversor de frequência está relacionada com o tipo de aplicação, mais especificamente com a faixa de velocidade no qual o motor irá trabalhar. Observa-se portanto, que existem diferenças na maneira de especificar um motor de indução sem variação de velocidade alimentado por uma rede senoidal e um motor com variação de velocidade alimentado por inversor de frequência.
      

Leia Mais…

Potência nominal do motor

|

     Potência nominal de um motor elétrico, é a potência que um motor pode fornecer, dentro de suas características nominais em regime contínuo. O conceito de potência nominal, ou seja a potência que o motor pode fornecer, está intimamente ligado a elevação de temperatura do enrolamento. Sabemos que o motor pode acionar cargas de potências bem acima de sua potência nominal, até quase atingir o conjugado máximo.
     O que acontece, porém, é que, se esta sobrecarga for excessiva, isto é, for exigida do motor uma potência muito acima daquela para qual foi projetado, o aquecimento normal será ultrapassado e a vida do motor será diminuida, podendo  ele, queimar-se rapidamente.
     Deve-se sempre ter em mente que a potência solicitada ao motor é definida pelas características da carga, isto é, independente da potência do motor, ou seja: para uma carga de 90 cv solicitada de um motor, por exemplo, independentemente deste ser de 75 cv ou 100 cv, a potência solicitada ao motor será de 90 cv. 

Leia Mais…

Vida útil de um motor elétrico

|

     Sendo o motor elétrico de indução, uma máquina robusta e de construção simples, a sua vida útil, depende quase esclusivamente da vida útil da isolação dos enrolamentos. Esta é afetada por muitos fatores, como umidade, vibrações, ambientes corrosivos e outros. Dentre todos os fatores, o mais importante é sem dúvida a temperatura de trabalho dos materiais isolantes empregados. Um aumento de 8 a 10 graus na temperatura de isolação acima de sua classe térmica, reduz sua vida útil pela metade.

     Quando falamos de diminuição da vida útil, não referimos ás temperaturas elevadas, quando  o isolante queima e o enrolamento é destruído repentinamente. vida útil da isolação, refer-se ao envelhecimento gradual do isolante, que vai se tornado ressecado, perdendo o poder do isolante, até que não suporte mais a tensão aplicada e produza o cuto circuito.
     A experiêcia mostra que a isolação tem uma duração praticamente ilimitada se a sua temperatura for mantida abaixo do limite de sua classe térmica. Acima deste valor, a vida útil da isolção vai se tornando cada vez mais curta, à medida que a temperatura de trabalho é mais alta. Este limite de temperatura é muito mais baixo que a temperatura de "queima" do isolante e depende do tipo de material empregado.
     Esta limitação de temperatura refere-se ao ponto mais quente da isolação e não necessariamente ao enrolamento todo. Evidentemente, basta um "ponto fraco" no interior da bobina para que o enrolamento fique inutilizado.  

Leia Mais…

O que é fator de serviço.

|

     Chama-se fator de serviço (FS) o fator que, aplicado à potência nominal, indicada a carga permissível que pode ser aplicada continuamente ao motor, sob condições específicadas. Note que se trata de uma capacidade de sobrecarga contínua, ou seja, uma reserva de potência que dá ao motor uma capacidade de suportar melhor o funcionamento em condições desfavoráveis. O fator de serviço não deve ser confundido com capacidade de sobrecarga momentânia, durante alguns minutos. O fator de serviço FS = 1,0, significa que o motor não foi projetado para funcionar continuamente acima de sua potência nominal. Isto entanto, não muda a sua capacidade para sobrecargas momentâneas. ANBR 7094 específica os fatores de serviço usuais por potência.

Leia Mais…

Motores elétricos funcinando em altitudes

|

     Motores elétricos funcionando em altitudes acima de 1000 mts em relação ao nível do mar apresentam problemas de aquecimento causado pela refração do ar, consequentemente, diminuição do seu poder de arrefecimento.
     A insuficiente troca de calor entre o motor e o ar cicundante, leva a exigências de redução de perdas, o que significa também, redução de potência.
     Os motores tem aquecimento diretamente proporcional as perdas e estas variam ,  aproximadamente, numa razão quadrática com a potência.

     Mas o que devemos fazer para que isso não venha a queimar o motor?
    
      Existem soluções possiveis como:
      Pode-se usar material isolante de classe superior.
      Usando-se motores com fator de serviço maior que 1 (1,15 ou maior) trabalhando satisfatóriamente em altitudes desde que seja requerida pela carga, somente a potência nominal do motor. 
     Exemplo:
     Motor de 100 cv, isolamento classe F, (80K) trabalhando em uma altitude de 1500 mts acima do nível do mar, a temperatura ambiente de 40º C será reduzida em 5%, resultando em uma temperatura ambiente máxima estável de 36% C.
Temp = 40 - 80 x 0,05 = 36º C. 

Leia Mais…
Como corrigir o fator de potência.

Antes de realizar qualquer investimento para Correção de Fator de Potência é necessário a identificação da causa de sua origem ...

... Saiba Mais
Ligação de um motor elétrico com 6 pontas

Na maioria dos casos os motores possuem 6 pontas de cabos em sua caixa de ligação.

...Saiba mais
Acionamento de motores elétricos

Contator é um dispositivo eletro magnético que liga e desliga o circuito de diferentes tipos de acionamento como o de uma luz por exemplo ou como de um sistema de uma bomba d'água de uma indústria...

... Saiba mais
 

©Bissoli 2013 Eletricidade | Template Blue by TNB