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Fiação elétrica

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     Tomadas e extensões inadequadas, fios desorganizados sob a mesa do computador, fios muito esticados ou fios muito longos estendidos de qualquer forma sobre o chão podem ser um perigo constante. O espaço sob a mesa do computador deve ficar livre, e não ocupado por um emaranhado de fios e cabos. O grande perigo é que a qualquer instante o usuário pode tropeçar em um desses fios, causando até mesmo a queda do computador, monitor ou impressora. Outro problema é que ao simplesmente esbarrar com os pés em uma tomada, esta pode ser desligada momentaneamente, e o computador ser repentinamente desligado. Os resultados vão desde erros físicos no disco rígido à perda total do trabalho em andamento.
     A partir da tomada de força existente na parede, ligue um estabilizador de voltagem ou filtro de linha. Use um filtro de linha adicional caso os cabos de força fiquem muito esticados ao serem ligados no estabilizador ou no primeiro filtro. Quando os cabos ficarem muito longos, enrole a parte excedente para que não fiquem espalhados pelo chão.
     Para facilitar a organização dos cabos que partem da traseira do computador, você pode adquirir organizadores de cabos, encontrados em algumas revendas de informática. Tratam-se de suportes que são presos na mesa, sobre os quais existem guias para fixação dos cabos. Desta forma os cabos ficam mais organizados e menos espalhados sobre o chão.

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Nobreak standby

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     Podemos encontrar vários tipos de no-break, no que diz respeito ao modo de funcionamento. O tipo mais simples é o stanby, também conhecido como short-break. Veja o diagrama de um no-break standby. Note que sempre devemos indicar nos diagramas de no-breaks, qual é o caminho principal e o secundário. O caminho principal é o usado na operação normal, e o secundário é o utilizado em caso de falha. Aqui convencionamos usar uma linha contínua para o caminho principal e uma linha pontilhada para o caminho secundário.

   
 
     Durante situação normal, este no-break funciona como um filtro de linha, com supressor de surtos e filtro.  Um circuito de controle comanda um relé que seleciona entre a tensão da linha ou a tensão interna gerada pelo nobreak.
     Ao mesmo tempo temos um segundo circuito de energia que fica “em standby”, pronto para fornecer energia em caso de necessidade. Esta energia é fornecida quando ocorre falta de tensão da rede elétrica, ou então quando esta tensão sofre queda ou elevação. O circuito de reserva é formado por uma bateria que é constantemente carregada a partir da tensão da rede. Esta bateria fornece energia para um curcuito chamado inversor, que é na verdade um conversor de corrente contínua para corrente alternada. A chave eletrônica comutará para o circuito de reserva quando necessário.
     Normalmente é possível ouvir claramente o som do relé comutando em um no-break (pléc-pléc) quando é feita a seleção entre a energia da rede e a da bateria.
     O ponto fraco de qualquer no-break é o tempo de resposta. O ideal é que na interrupção da energia, a tensão de reserva seja fornecida imediatamente, com um retardo igual a zero. Na prática isso nem sempre ocorre, devido ao tempo necessário para a comutação do relé e da estabilização do funcionamento do inversor. Os no-breaks standby apresentam tempo de resposta na faixa de alguns milésimos de segundo. Uma onda senoidal de 60 Hz tem período de 16,6 ms, portanto um tempo de resposta inferior a 5 ms não chega a prejudicar a continuidade desta onda. 

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Nobreak

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     O No-break é um estabilizador acoplado a uma bateria. Dependendo do tipo de no-break, a bateria pode funcionar continuamente ou pode entrar em ação apenas quando existe uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. Essa bateria fornece tensão que é amplificada e transformada em 110 ou 220 volts para que o computador possa continuar funcionando, pelo menos o tempo necessário para salvar o trabalho que estava sendo feito. Existem diversos tipos de no-breaks que podem fornecer energia por um período de 2 a 120 minutos, dependendo da capacidade de carga da bateria interna. Existem modelos que fornecem energia por um período de algumas horas, mas seu custo é bem maior.
     O termo “no-break” é pouco usado no exterior. Nos Estados Unidos é usado o termo UPS (Uninterruptible Power Supply).
     O no-break é uma grande segurança para o computador, e uma garantia de que o trabalho não será perdido por interrupção na energia elétrica. O grande problema é que seu custo é relativamente alto, correspondendo a cerca de 30% do preço de um computador. Muitas vezes, por restrições de custo, prefere-se correr o risco calculado de perder algum arquivo, recuperando parte do trabalho perdido através de backups. O usuário deve levar em conta se vale a pena pagar o preço de um no-break ou correr o risco de perder um dia ou algumas horas de trabalho.

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Estabilizador de voltagem

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     Para maior proteção do computador contra interferências elétricas, surtos de tensão na rede, transientes e ruídos elétricos diversos é aconselhável o uso do estabilizador de voltagem. O estabilizador consiste em um transformador controlado eletronicamente, acoplado a um filtro de linha. Mantém a tensão estável e livre da maior parte dos problemas de ordem elétrica que possam ocorrer. Normalmente utiliza-se um estabilizador de 1000 V.A. (1 kVA). Esse estabilizador tem potência suficiente para alimentar o computador, impressora (matricial ou a jato de tinta) e monitor.

     As vantagens do uso de estabilizador são as seguintes: 
  1.  Proteção contra sobretensão na rede.
  2.  Mantém o funcionamento normal mesmo com tensão instável.
  3.  Proteção contra interferências que normalmente travariam computador 
  4.  Evita problemas no disco rígido causados pela rede elétrica.
     Circuito de um estabilizador
     A entrada passa por um circuito de filtragem e supressão de surtos, portanto cumpre o papel de um bom filtro de linha, além de estabilizar a voltagem. A estabilização é conseguida graças ao transformador. Este componente gera uma tensão na sua saída, proporcional à tensão de entrada e à relação entre o número de espiras dos enrolamentos primário e secundário. Por exemplo, em um transformador de 110 para 220 volts, o secundário deve ter um número de espiras duas vezes maior (na verdade o número de espiras é 73% maior, se lembrarmos que a tensão de “110” é na verdade, 127 volts.
      Circuitos de controle monitoram continuamente as tensões de entrada e de saída do estabilizador. Quando ambas as tensões estão dentro de uma faixa aceitável, o transformador opera com a relação de espiras 1:1 entre o primário e o secundário. Dois relés R1 e R2 controlam o número de espiras do primário. Para obter a relação 1:1, o relé R2 fica aberto (desligado) e o relé R1 fica fechado (ligado), interligando os pontos A e B. Quando a tensão da rede aumenta, é preciso aumentar o número de espiras do primário, fazendo com que o ganho do transformador seja menor que 1. Isso é conseguido com a abertura do relé R1. 
     Quando a tensão da rede cai, é preciso que o transformador tenha um ganho maior que 1, ou seja, que ocnúmero de espiras do primário seja menor que do secundário. Isso é conseguido com o fechamento (ligamento) do relé R2, conectando os pontos B e C. Estabilizadores mais elaborados possuem quatro relés, sendo dois para aumentar e dois para reduzir a relação de espiras.
     Todo estabilizador permite que a tensão de saída varie dentro de uma certa faixa de tolerância. Quando a tensão sai desta faixa, os relés são acionados para corrigir o problema. A função básica é fazer com que a variação da tensão na saída seja pequena, mesmo quando a variação na tensão de entrada é grande. A maioria dos aparelhos eletrônicos permite uma variação de 10% na tensão de entrada. Um bom estabilizador garante uma flutuação em torno de 5%, mesmo que a tensão da rede tenha uma variação alta, como 15%.      Em outras palavaras, a rede poderia variar 15%. O computador tolera no máximo 10%, mas com o estabilizador, esta variação é reduzida para apenas 5%, fazendo com que o computador funcione normalmente. 

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